IEMA inicia segundo ciclo de colação de grau nesta quinta-feira (9)

Aluna do IEMA, UP São Luís Centro, discursa durante formatura

O sonho de realizar uma educação profissional, científica e tecnológica aliada ao Ensino Médio, Técnico em tempo integral virou realidade para mais de 800 alunos das unidades plenas do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) de Axixá, Bacabeira, Coroatá, Pindaré-Mirim, São Luís Centro, São José de Ribamar e Timon, que vão colar grau durante este mês de janeiro.

Este é o segundo grupo de alunos a se formar no IEMA, que foi instituído em 2015 pelo governador Flávio Dino. Os novos formandos iniciaram o Ensino Médio e Técnico em fevereiro de 2017 e concluíram em dezembro do ano passado. De acordo com o reitor do IEMA, Jhonatan Almada, com o novo ciclo, o Instituto está formando uma nova geração de pessoas e profissionais.

“As formaturas representam a segunda entrega do IEMA para a sociedade. Nós formamos 805 técnicos, em diferentes cursos, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do Maranhão. Estamos oferecendo pessoal qualificado que vai atuar no mundo do trabalho e vai, de fato, empreender ou continuar seus estudos na universidade se assim preferir. É uma contribuição fundamental do governador Flávio Dino ao valorizar e investir naqueles que mais precisam oferecendo educação profissional, científica e tecnológica no Maranhão”, anunciou o reitor.

Segundo o diretor de Ensino do IEMA, Elinaldo Silva, a colação de grau é a realização de um projeto transformador de inclusão e que leva em conta o projeto de vida dos estudantes. Ele ressalta que este segundo ciclo de formaturas do Instituto envolve jovens formandos em diversos cursos.

O reitor do IEMA, Jhonatan Almada, e o ex-aluno Miguel Arcângelo, da UP Pindaré-Mirim

“Para nós é uma alegria, pois o terceiro ano é o momento de consolidação do projeto de vida dos nossos estudantes” comemora o diretor ,destacando que vários dos formandos já foram aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e estão nas universidades e, outros, já estão no mercado de trabalho ou montando seus próprios negócios.

“A formatura é um momento de celebração desses três anos que os alunos construíram seus projetos de vida e sua base de conhecimento que é importante para vida inteira deles. Para nós, enquanto IEMA, é uma satisfação e um orgulho contribuir para que pudessem chegar em um momento ímpar na vida de cada um e dos familiares também”, contou Elinaldo Silva.

Colações

A primeira turma a colar grau é a de Bacabeira, onde o evento acontece nesta quinta-feira (9). São 136 estudantes que colarão grau na unidade. Além de concluir o Ensino Médio, eles saem da escola qualificados como técnicos em Administração, Logística e Mineração. São duas turmas de Administração, uma de Mineração e uma de Logística. Os formandos do curso técnico em Administração são 69; os de Logística, 36; e os de mineração, 31.

O grupo de Coroatá é o segundo a colar grau, em celebração no dia 17 de janeiro. No total, são 113 formandos. Eles concluíram o Ensino Médio e o Técnico em Agricultura, Informática e Zootecnia (Avicultura). São 27 de Agricultura, 62 do curso de Informática e 24 alunos formarão em Zootecnia (Avicultura).

A terceira unidade a colar grau é São José de Ribamar, com solenidade agendada para o dia 20 de janeiro. Ao todo, são 110 estudantes que irão se formar nos cursos técnicos em Agricultura, Eletromecânica, Guia de Turismo e Informática. São 28 de Agricultura, 30 estudantes do curso técnico de Eletromecânica, 31 alunos de Guia de Turismo e 21 de Informática.

Timon será a quarta unidade a realizar a cerimônia de formatura, no dia 22 de janeiro. No total, são 68 formandos. Eles concluíram o Ensino Médio e Técnico nos cursos de Serviços Jurídicos, Equipamentos Biomédicos e Informática Biomédica. Sendo 27 de serviços Jurídicos, 22 de Equipamentos Biomédicos e 19 de Informática Biomédica.

No dia 24 de janeiro, será a vez dos 120 formandos da unidade plena São Luís Centro levantarem o canudo. Serão 30 do curso Técnico de Eventos, 26 de Informática, 33 em Meio Ambiente e 31 em Serviços Jurídicos.

A sexta turma a colar grau é a de Axixá, o evento acontece no dia 29 de janeiro. Ao todo, serão 128 formandos. Sendo 57 em Eletrotécnica e 71 em Informática.

Em Pindaré-Mirim a colação de grau está marcada para o dia 30 de janeiro. São 130 alunos que vão colar grau na unidade. O grupo é composto por jovens que, além do Ensino Médio, concluem o Técnico em Agropecuária, Recursos Pesqueiros e Serviços Jurídicos. Do curso Técnico em Agropecuária são 30 alunos, 27 em Recursos Pesqueiros e 73 do curso Técnico em Serviços Jurídicos.

Mercado de trabalho e ensino superior

São 323 histórias que foram iniciadas em 2016 no IEMA e que ganharam mais um capítulo com a colação de grau dos primeiros alunos formados pelas unidades plenas do IEMA de Bacabeira, Pindaré-Mirim e São Luís Centro, em 2018. Um ano depois da formatura, a narrativa desses jovens recém-formados desbrava novas possibilidades a partir do projeto de vida de cada um, que foi desenvolvido ao longo dos três anos de Ensino Técnico de tempo integral no IEMA.

Ingressar no Ensino Superior, empreender ou entrar no mundo do mercado são alguns dos inúmeros caminhos oportunizados para esses jovens por meio de diretrizes do Modelo Institucional do IEMA como o projeto de vida, estudo orientado, curso técnico, entre outros.

Entre essas mais de 300 histórias, Yann Pinheiro se formou no curso Técnico em Informática, na unidade plena do IEMA São Luís Centro e, há dez meses, trabalha na empresa Ebes Engenharia atuando com medições de equipamentos a serviço da Vale. Sobre seu primeiro emprego, o ex-aluno afirma que “tem seus desafios como qualquer trabalho, mas são coisas que motivam a melhorar a cidadania”.

Yann também reconhece o papel do Instituto no seu desempenho profissional. “A maior parte das minhas atividades são com o Excel e, durante o curso, nós tivemos aulas práticas utilizando a ferramenta, isso me deu uma boa base para conseguir desempenhar bem minhas tarefas e sem grandes dificuldades”, disse o técnico em Informática, acrescentando memórias sobre o estímulo recebido pelos professores durante as aulas.

“Os professores foram nossos parceiros naquela vivência intensa, o que acabou por nos entusiasmar a buscar mais. O IEMA me proporcionou uma experiência ímpar. Creio que não é qualquer instituição que consiga proporcionar isso aos seus estudantes”, frisou a aluno.

Outra trajetória iniciada no IEMA foi a de Ângelo Moraes, que é formado no curso técnico em Administração na unidade plena de Bacabeira e, atualmente, é graduando em Matemática na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), motivado pela sua afinidade com a disciplina e por um objetivo estratégico delineado. “Eu sempre gostei de ensinar e sempre tive facilidade para a área de exatas. Pretendo cursar Engenharia também, porém quero fazer Matemática primeiro, porque assim vou trabalhar em dois mercados de trabalho”, afirmou.

O Modelo Institucional do IEMA se baseia no acompanhamento e monitoramento das ações e metas pré-definidas, por esse motivo, o Instituto também se interessa em acompanhar o desenvolvimento dos alunos após a conclusão do Ensino Médio.

O reitor Jhonatan Almada afirmou que, este ano, o IEMA vai fazer a primeira pesquisa dos egressos da instituição pelo Centro de Pesquisa para Excelência em Educação (Cepeduc), vinculado ao Instituto, que vai analisar justamente o que aconteceu com os 323 alunos formados pelo Instituto em 2018.

“Nós já temos informações preliminares que dão conta de que eles estão na universidade continuando seus estudos ou trabalhando no mercado. Isso significa que temos obtido relativo sucesso com a inserção desses formados pelo Instituto na continuidade e no desenvolvimento dos seus projetos de vida”, destacou o reitor, Jhonatan Almada, sobre o estudo que servirá de base para possíveis aperfeiçoamentos do Modelo Institucional e para compreender o impacto do IEMA na vida dos jovens.

Outra estratégia de acompanhamento dos egressos é a Associação de Ex-alunos do IEMA. A presidente da Associação, Jhovanna Teixeira, egressa da UP Bacabeira, revela o objetivo da reunião de ex-alunos. “Queremos transformar a realidade não apenas dos integrantes da associação, mas da sociedade ao nosso redor”, disse a graduanda em Química na UFMA.

Sobre o acompanhamento realizado pelo IEMA, o diretor de Ensino e Pesquisa do Instituto, Elinaldo Silva, reconhece que essa é uma iniciativa louvável. “O nosso modelo está centrado no projeto de vida do estudante, por isso, reconhecemos iniciativas como a associação, formada por ex-alunos, que funciona como um mecanismo que nos permite saber como está a vida desse egresso. Isso nos possibilita dar uma resposta à sociedade sobre todo o trabalho que é feito em prol do projeto de vida dos nossos estudantes”, ressaltou.