Centros Socioeducativos realizam atividade sobre violência na infância

Durante a oficina, socioeducandos elaboraram por meio de desenhos lembranças da sua infância (Foto: Divulgação)

A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), por meio do Centro Socioeducativo da Região Tocantina e Centro Socioeducativo Florescer, realizou oficina com os adolescentes alusiva ao dia mundial das crianças vítimas de agressões. Os socioeducandos elaboraram por meio de desenhos lembranças da sua infância e as adolescentes do Florescer interagiram sobre a temática baseadas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a pedagoga Deurilene Mesquita, a atividade teve como objetivo proporcionar aos educandos um momento de reflexão sobre a importância de olhar o público infantil com a disposição de acolhimento, amor, respeito e proteção. “É preciso quebrar o ciclo de violência, pois diante dos dados dos órgãos, especialistas afirmam que o maior número dos agressores é resultado de violência reproduzida. Há muitos adolescentes que já são pais, é de suma importância serem levados à sensibilização para um olhar protetivo à criança”, afirma.

O adolescente de 14 anos do Centro Socioeducativo da Região Tocantina (CSRT) destaca a importância do amor, principalmente na primeira infância. “Aprendemos que é preciso estar atento e identificar a violência que muitas crianças sofrem. As crianças precisam ser tratadas com amor e carinho, pois são muito sensíveis”, diz.

Para o coordenador técnico do CSRT, Ricardo Alencar, a proposta da oficina foi despertar a reflexão de cada adolescente sobre a agressão infantil, visto que muitos destes já foram vítimas, além de ponderar os problemas psicológicos causados. 

“No decorrer da atividade foi questionado de como se inicia tal abuso, como identifica-lo, o que se deve fazer e como formalizar uma denúncia de maus tratos infantil. Entendemos que para o nosso público este tema é bastante pertinente, pois para muitos a agressão sofrida atingiu seu desenvolvimento, sua visão de si mesma e do mundo, interferindo diretamente na pessoa e seus pares”, comenta Ricardo Alencar.

Um socioeducando destacou a importância da denúncia e que é preciso continuar na luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. “É preciso lutar para garantir os direitos das crianças. No mundo em que estamos hoje muitas crianças estão sendo abusadas e exploradas, a denúncia é muito importante. Hoje na atividade tive a oportunidade de lembrar a minha infância”, declara.

A diretora do CSRT, Socorro Pires, ressalta que a atividade foi muito produtiva, tendo em vista que muitos dos adolescentes foram vítimas, em algum momento de suas vidas, de agressões.  “Os momentos de reflexões e aprendizados tornam-se fundamentais nesse processo de ressocialização, o momento foi de mostrar a eles que o dia 4 de junho é um dia de enfrentamento e de luta. Temos uma equipe preparada para colaborar com estes adolescentes a romperem com este ciclo tão perverso da violência”, destaca.