SEMA acompanha validação do MTR na CGA Titara

SEMA acompanha validação do MTR na CGA Titara.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), acompanhou, na manhã desta segunda-feira (15), a validação do Manifesto de Transporte de Resíduos na Central de Gerenciamento Ambiental da Titara, em Rosário. Durante a atividade, a Central de Gerenciamento apresentou a logística utilizada para sua validação, desde a entrada dos veículos até a destinação final dos resíduos.

O Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) é um documento obrigatório emitido por meio do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), no qual o gerador de resíduos (prefeituras/empresas) informa à empresa responsável pelo deslocamento dos resíduos as informações da carga residual, bem como sua quantidade e especificações sobre cada tipo de resíduo que está sendo destinado ao aterro sanitário.

SEMA acompanha validação do MTR na CGA Titara.

Para Hayane Araújo, Superintendente de Gestão de Resíduos da SEMA, “o MTR é de extrema importância para um controle adequado acerca da destinação final dos resíduos dos grandes geradores. O objetivo foi acompanhar a validação do documento aqui na CGT Titara, para acompanhar de perto como está sendo o processo desta importante ferramenta no gerenciamento dos resíduos sólidos”.

Leila Nogueira, engenheira ambiental, explica sobre a importância do MTR na gestão dos resíduos que são destinados à Central de Gerenciamento da Titara (CGA Titara). De acordo com ela, “todas as empresas são obrigadas a ter esse documento, que precisa acompanhar o resíduo desde a coleta até a destinação, pois sem ele não conseguimos rastrear a destinação correta do resíduo, do gerador. Logo, ele é um documento que faz a rastreabilidade do que foi gerado e que foi tratado de forma correta”, explica.

SEMA acompanha validação do MTR na CGA Titara.

Desde o dia 1º de janeiro de 2021, o MTR passou a ser um documento obrigatório que acompanha os veículos responsáveis pela destinação adequada de cargas de resíduos, conforme promulgação da Portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA), n° 280, de 29 de junho de 2010. De acordo com o MMA, a falta desse documento, sem que esteja de acordo com os procedimentos estabelecidos pela legislação, será motivo para retenção do veículo e da carga.

Segundo Jefferson Martins, diretor operacional da CGA Titara, a implantação do sistema permitiu um saldo positivo ao meio ambiente. Para ele, “o novo sistema SINIR tem como primeiro ponto positivo a não utilização do papel, mas o foco é incentivar o reuso, a reciclagem e garantir a destinação ambientalmente adequada dos resíduos. Com isso, aumentar a vida útil dos aterros sanitários e poder separar os produtos que podem ser reinseridos na cadeia produtiva e, dessa forma, compartilhar essa responsabilidade pela gestão de resíduos através do setor público, setor privado e a sociedade civil”, ponderou.

Validação do MTR na CGA Titara

SEMA acompanha validação do MTR na CGA Titara.

A logística da validação do MTR ocorre a partir da passagem do transporte pela portaria da CGA Titara, onde ocorre a identificação do veículo que segue para o “deslonamento”, um processo de identificação da carga e verificação se está de acordo com os resíduos recebidos pela CGA. No segundo momento, que é a pesagem, o condutor do veículo entrega o MTR para que seja validado.

Nesse processo, caso haja discordância entre o MTR e o observado na caçamba, é realizado o contato com o destinador do resíduo para que se entenda o motivo da falha. Se o erro tiver ocorrido no momento da emissão é realizado a correção e o veículo encaminhado para destinação final do resíduo e, caso seja identificado algum material que não seja recebido pela CGA, este é recolhido e devolvido ao destinador do resíduo.