Organização regional da saúde permite oferta de UTI em todas as regiões do Maranhão

Hospital de Balsas esteve entre as demandas da população. Foto: Divulgação

Até 2015, conseguir um leito de UTI na rede pública estadual de saúde era algo impossível para moradores de muitas regiões. Na região Sul, por exemplo, pacientes não raramente precisavam se deslocar por horas e horas até a capital. Hoje, existem UTIs em todas as regiões, o que se revelou fundamental para o atual combate ao coronavírus. Tudo graças aos hospitais macrorregionais.

Essas unidades vêm sendo abertas ano a ano, formando e organizando uma rede regional de saúde. Os hospitais estão prontos para atender desde casos simples até de alta complexidade.

Os hospitais oferecem atendimentos que antes eram inéditos nas regiões onde atuam. Por exemplo, o serviço de oncologia em Caxias.

“Nosso governo já abriu dez grandes hospitais que não estavam funcionando. Abrimos e colocamos para funcionar. Têm sido essenciais para que nós possamos vencer o coronavírus”, afirmou o governador Flávio Dino.

Onde estão

Hospital Macrorregional de Caxias

Esses dez grandes novos hospitais estão espalhados pelo Estado. No interior, são os Hospitais Macrorregionais de Chapadinha, Imperatriz, Caxias, Balsas, Bacabal, Pinheiro, Santa Inês e a Maternidade de Colinas.

Na capital, são o Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO) e o novo Hospital do Servidor. Fora da Ilha de São Luís, é neles que estão concentrados os leitos reservados exclusivamente para coronavírus.

Em Imperatriz, por exemplo, são 55 leitos de UTI. Nas demais regiões, excluindo a Ilha de São Luís, são 90 leitos de UTI exclusivos para pacientes de coronavírus. Na Grande Ilha, são 225 leitos de UTI para Covid-19.

Esses números incluem apenas os leitos da rede estadual, sem levar em conta a rede municipal e a particular.

“E nós vamos continuar esse processo de expansão de leitos. Ainda que não tenhamos 100% de ocupação, temos outras cidades do Maranhão que caminham para o exaurimento tanto da rede estadual quanto da rede municipal”, afirmou Flávio Dino.

Hospital Macrorregional Dra. Ruth Noleto, em Imperatriz. Foto: SES