“Somos vozes para quem foi historicamente esquecido”, diz psicóloga da Fesma

Suzane Martins, psicóloga da Fesma. Foto: Handson Chagas/Secap

A missão da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) é fazer atendimentos de saúde nas cidades mais carentes do Maranhão e em São Luís e Imperatriz. Mas a dimensão da tarefa é muito maior do que isso. “A Fesma é um ato de equidade, é dar mais a quem mais precisa.”

A síntese foi feita pela psicóloga Suzane Martins, durante o início do curso de formação dos aprovados no seletivo da Fesma, nesta semana, em São Luís.

A Fesma já fez cerca de 900 mil atendimentos em todo o Estado. Boa parte deles foi em povoados isolados, onde nunca tinha existido uma ação como essa. Os profissionais de saúde vão de porta em porta acompanhar os pacientes.

“É por essa razão que estamos em área de vulnerabilidade, para sermos vozes para aqueles que historicamente foram silenciados; e para sermos lembrança para aqueles que historicamente foram esquecidos”, disse Suzane Martins.

Compromisso social

Suzane Martins, psicóloga da Fesma. Foto: Handson Chagas/Secap

Ela contou que a motivação do trabalho vai além da remuneração ou do aprimoramento profissional: “É o compromisso social que me faz entender que a razão de eu estar em campo é porque eu preciso atender uma voz que clama por uma assistência de saúde que seja digna”.

Durante a abertura da formação dos aprovados, ela se dirigiu ao governador Flávio Dino e lembrou do empenho para manter a Força funcionando. “Eu sei que a existência e a permanência da Fesma demandaram grandes lutas.”

“Mas permaneça acreditando em nós, porque todas as vezes que nossas mãos cuidam do povo maranhense, são as suas mãos. E todas as vezes que os nossos pés percorrem esse chão, são os seus pés”, acrescentou, em meio a aplausos dos presentes.